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VOTAÇÃO
Quem será a (o) presidente do Brasil?
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O Direito ao Delírio - Eduardo Galeano

"Mesmo que não possamos adivinhar o tempo que virá,
temos ao menos o direito de imaginar o que queremos que seja.
As Nações Unidas tem proclamado extensas listas de Direitos Humanos,
mas a imensa maioria da humanidade não tem mais que os direitos de:
ver, ouvir, calar.
Que tal começarmos a exercer o
jamais proclamado direito de sonhar?
Que tal se delirarmos por um momentinho?
Ao fim do milênio vamos fixar os olhos mais
para lá da infâmia para adivinhar outro mundo possível.
O ar vai estar limpo de todo veneno que não venha
dos medos humanos e das paixões humanas.
As pessoas não serão dirigidas pelo automóvel,
nem serão programadas pelo computador, nem serão compradas
pelo supermercado, nem serão assistidas pela televisão.
A televisão deixará de ser o membro mais importante da família.
As pessoas trabalharão para viver em lugar de viver para trabalhar.
Se incorporará aos Códigos Penais o delito de estupidez
que cometem os que vivem por ter ou ganhar ao invés de
viver por viver somente, como canta o pássaro sem saber
que canta e como brinca a criança sem saber que brinca.
Em nenhum país serão presos os rapazes que se neguem
a cumprir serviço militar, mas sim os que queiram cumprir.
Os economistas não chamarão de nível de vida o nível de
consumo, nem chamarão qualidade de vida à quantidade de coisas.
Os cozinheiros não pensarão que as lagostas gostam de
ser fervidas vivas.
Os historiadores não acreditarão que os países
adoram ser invadidos. O mundo já não estará em guerra
contra os pobres, mas sim contra a pobreza.
E a indústria militar não terá outro remédio senão
declarar-se quebrada. A comida não será uma mercadoria
nem a comunicação um negócio, porque a comida e a
comunicação são direitos humanos.
Ninguém morrerá de fome, porque ninguém morrerá de indigestão.
As crianças de rua não serão tratadas como se fossem lixo, porque
não haverá crianças de rua.As crianças ricas não serão tratadas
como se fossem dinheiro, porque não haverá crianças ricas.
A educação não será um privilégio de quem possa pagá-la e a polícia
não será a maldição de quem não possa comprá-la.
A justiça e a liberdade, irmãs siamesas, condenadas a viver separadas,
voltarão a juntar-se, voltarão a juntar-se bem de perto, costas com costas.
Na Argentina, as loucas da Praça de Maio serão um exemplo de saúde mental,
porque elas se negaram a esquecer nos tempos de amnésia obrigatória.
A perfeição seguirá sendo o privilégio tedioso dos deuses, mas neste mundo,
neste mundo avacalhado e maldito, cada noite será vivida como se fosse
a última e cada dia como se fosse o primeiro."

 

O Direito ao Delírio - Eduardo Galeano

 

 

 

 

 

 

 


UM OUTRO MUNDO É POSSÍVEL!

   

 
 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pelo que presenciei na Câmara de Vereadores de Ponta

Grossa na sessão de Segunda-feira, nos programas

políticos obrigatórios na Tv, nas pesquisas do IBOPE e no

debate para presidente na TV Bandeirantes.........:

 

 

 

 

 

 

 

Mujica diz que não aceitaria Nobel da Paz caso fosse premiado.

 

De acordo com o presidente do Uruguai, ele não poderia ou deveria “aceitar prêmios pela paz nas condições deste mundo”, que é “uma loucura”

Por Opera Mundi

Frequentemente apontado como candidato ao Nobel da Paz, o presidente do Uruguai, José “Pepe” Mujica, afirmou em entrevista ao jornal espanhol El Mundo que não aceitaria a premiação, caso fosse escolhido.

Segundo ele, “eu não posso nem devo aceitar prêmios pela paz nas condições deste mundo (…) O de hoje é uma loucura”.

Para Mujica, que está no fim de seu mandato – a eleição presidencial uruguaia acontece em 26 de outubro –, os tempos da Guerra Fria eram mais organizados que “o desastre que temos hoje”.

Atualmente, ressaltou, existe hoje uma “Guerra Quente” e lembrou os conflitos na Ucrânia, Líbia, Iraque, Síria, Palestina e no continente africano.

Falando sobre a situação ucraniana, o presidente uruguaio disse que os líderes europeus deveriam entender as mensagens elementares da geopolítica: “nunca peça ou exija o que não te podem dar e é uma provocação à velha Rússia em sua própria porta”.

Sobre o conflito em Gaza, Mujica apelou à comunidade internacional para que, “em vez de construir muros”, seja “mais inteligente e permita que capacetes azuis (da ONU) [atuem nos territórios palestinos] e terminem com o inferno da guerra”, sugeriu. “Essa espiral de uns atirando foguetes e outros bombas não cria nada mais que ódio. Os Estados Unidos poderiam ser um pouco mais imperialistas, enviar soldados e mandar parar. Esse seria um imperialismo bom”.

O chefe de Estado uruguaio foi questionado sobre a atual situação na Venezuela, que passa por problemas econômicos. Para ele, se trata de “um país riquíssimo” e esse seria o maior problema. “O petróleo é como uma maldição. Existe uma brecha agrícola enorme de importação de alimentos. O custo interno de energia é incrível, mas, apesar de tudo isso, há possibilidades graças aos venezuelanos”, acrescentou.

Em seguida, ele criticou as intervenções externas no governo de Nicolás Maduro. “Não temos direitos de nos meter nas coisas da Venezuela. Sempre me perguntam: o que você pensa da Venezuela e de Cuba? Mas, porque não me perguntam sobre a China? Porque é uma potência económica muito importante. Há uma grande tolerância com a China, mas não com Venezuela e Cuba”, lamentou.

Ainda falando sobre o atual momento global, Mujica opinou sobre as lideranças existentes no mundo hoje. “Serei sempre militante social e político até que me levem ao caixão e meus ossos não respondam mais. Não faço isso como uma carga, mas por necessidade”.

Fonte: http://www.revistaforum.com.br/blog/2014/08/mujica-diz-que-nao-aceitaria-nobel-da-paz-caso-fosse-premiado/

 

 

 

 

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É um crime o currículo Lattes”, diz Marilena Chauí

 

Esquema de transição conduzido pela oligarquia resultou na escolha de um“tirano”, diz Ciro Correia ao abrir os trabalhos

A universidade brasileira submeteu-se à ideologia neoliberal da sociedade de mercado, ou “sociedade administrada” (Escola de Frankfurt), que transforma direitos sociais, inclusive educação, em serviços; concebe a universidade como prestadora de serviços; e confere à autonomia universitária o sentido de gerenciamento empresarial da instituição.

 

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Em repetidas manifestações, o reitor da USP revela seu “lugar de fala”, sua afinação com esse ideário, ao recorrer ao vocabulário neoliberal utilizado para pensar o trabalho universitário, que inclui expressões como “qualidade universitária” (definida como competência e excelência e medida pela “produtividade”) e “avaliação universitária”. Foi o que sustentou a professora Marilena Chauí ao proferir sua Aula Magna sobre o tema “Contra a Universidade Operacional”, em 8/8, que lotou com centenas de pessoas o auditório da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU-USP).

Nesse contexto, a USP, como suas congêneres, transformou-se numa “fábrica de produzir diplomas, teses”, tendo como parâmetros os critérios da produtividade: quantidade, tempo, custo. “Esse horror do currículo Lattes. É um crime o currículo Lattes! Porque ele não quer dizer nada. Eu me recuso a avaliar alguém pelo Lattes!”, disse Marilena. As frases fortes mereceram da plateia aplausos entusiasmados.

“Vejo as pessoas desesperadas porque perderam 7 ou ganharam 7 da Capes [Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior]. Não significa nada. ‘Quero ser 7 porque Porto Alegre é 7’. A gente incorporou a competição pelas organizações, pela eficácia”, destacou Marilena. Mais tarde, acrescentou: “Fuvest e Lattes são a prova da estupidez brasileira”.

“Tirano”

Antes da Aula Magna, o professor Ciro Correia, presidente da Adusp, fez um rápido discurso sobre a gravidade da crise em curso na USP. Ele chamou a atenção do auditório para “o ataque explícito da Reitoria e do governo estadual à concepção que sempre defendemos: de implantação e desenvolvimento de uma universidade democrática, pública, gratuita, laica e de qualidade socialmente referenciada”.

Ciro disse que a administração da universidade “se sente à vontade para governar à revelia de qualquer preocupação com legitimar suas diretivas, ou sequer chancelá-las nas instâncias internas de deliberação, por mais inadequadas que sejam”, e criticou com dureza a oligarquia que controla a USP: “O processo que chegou a ser referido como ‘a rebelião dos diretores’, que conduziu ao esquema de transição nos marcos da reunião do Conselho Universitário de 1º de outubro de 2013, supostamente para nos salvar da perspectiva de continuidade da descontrolada gestão anterior, acabou por definir um amplo espectro de apoios para uma candidatura que, como todos podem constatar, nos outorgou antes um tirano do que um reitor”.

Por fim, o presidente da Adusp conclamou os presentes a se engajarem com determinação no movimento de greve, seja cobrando posições dos colegiados “quanto às ações ilegítimas e violentas da Reitoria, como no caso do inaceitável confisco dos salários decorrente dos cortes do ponto dos funcionários”, seja participando “da nossa caminhada do próximo dia 14 de agosto, no início da tarde, seguida de ato conjunto das universidades e do Centro Paula Souza diante do Palácio dos Bandeirantes”.

Fragmentação

Na sua exposição de uma hora, a professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) esmiuçou o processo por meio do qual a universidade pública brasileira vem sendo transformada e descaracterizada, desde os anos 1970, deixando de ser uma instituição social para tornar-se uma organização, isto é, “uma entidade isolada cujo sucesso e cuja eficácia se medem em termos da gestão de recursos e estratégias de desempenho e cuja articulação com as demais se dá por meio da competição”.

A “universidade operacional” corresponde à etapa atual desse processo, segundo Marilena. De acordo com ela, “a forma atual de capitalismo se caracteriza pela fragmentação de todas as esferas da vida social, partindo da fragmentação da produção, da dispersão espacial e temporal do trabalho, da destruição dos referenciais que balizavam a identidade de classe e as formas da luta de classes”. A passagem da universidade da condição de instituição social (pautada pela sociedade e por uma aspiração à universalidade) à de organização insere-se, diz Marilena, “nessa mudança geral da sociedade, sob os efeitos da nova forma do capital, e no Brasil ocorreu em três etapas sucessivas, também acompanhando as sucessivas mudanças do capital”.

Na primeira etapa (anos 1970, “milagre econômico”), a universidade tornou-se “funcional”, voltada para o mercado de trabalho, sendo “prêmio de consolação que a ditadura ofereceu à sua base de sustentação politico-ideológica, isto é, à classe média despojada de poder”; na segunda etapa (anos 1980), passou a ser “universidade de resultados”, com a introdução da ideia de parceria com as empresas privadas; a terceira etapa (anos 1990 aos dias de hoje), em que virou “universidade operacional”, marca o predomínio da forma organização, “regida por contratos de gestão, avaliada por índices de produtividade, calculada para ser flexível”, estruturada por estratégias e programas de eficácia organizacional e “por normas e padrões inteiramente alheios ao conhecimento e à formação intelectual”.

A tecnocracia associada a esse modelo, explicou, “é aquela prática que julga ser possível dirigir a universidade segundo as mesmas normas e os mesmos critérios com que se administra uma montadora ou um supermercado”. De modo que se administra “USP, Volks, Walmart, Vale do Rio Doce, tudo da mesma maneira, porque tudo se equivale”.

Metamorfose

“A metamorfose da universidade pública em organização tem sido o escopo principal do governo do Estado de São Paulo”, denunciou Marilena. Ela argumentou que a reforma do Estado adotada pelo governo FCH (1995-2002) e efetivada pelos governos estaduais do PSDB, particularmente o de São Paulo, pautaram-se pela articulação com o ideario neoliberal (Estado mínimo, privatização dos direitos sociais) e, no caso do ensino superior, realizaram a agenda de mudanças preconizada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para a reestruturação das universidades da América Latina e Caribe, em 1996, e baseada na redução das dotações orçamentárias públicas às instituições de ensino superior.

“Penso que a expressão perfeita dos desígnios do governo do Estado e do BID se encontra na carta enviada pelo reitor da USP aos docentes em 21 de julho de 2014”, afirmou a professora. “Sei que se tem debatido a falsidade dos números apresentados por ele, a manipulação. A carta me interessa pelo vocabulário que ele usa. Ele começa a carta se referindo a nós como o custeio. Somos o custeio, não somos o esteio da Universidade. A partir daí já está tudo dito. Ele não começa pelas obras que foram feitas sem necessidade, pelo esparramamento da USP pela cidade. Não. Ele começa por nós”, enfatizou.

“O reitor não está usando essa linguagem porque caiu de paraquedas no mundo e equivocadamente fala nessa linguagem. Ele tem uma concepção de universidade, uma concepção política, uma concepção do conhecimento, uma concepção do saber. Minha fala vai na direção de localizar o que é que tornou possivel a um reitor da USP dizer as coisas que ele diz”.

Ao longo da leitura do texto que preparou para a ocasião, Marilena fugiu do roteiro para fazer comentários bem-humorados e sarcásticos que provocavam gargalhadas ou fortes aplausos do auditório. “O PSDB é o filho revoltado do MDB. Eles estão aí há 30 anos! Eu quero alternância de governo”, disse, ao comentar conversa que manteve com um grupo de jovens.

A Aula Magna foi coordenada pelo professor João Zanetic (IF) e pela professora Priscila Figueiredo (FFLCH), que mediaram intervenções e perguntas de participantes à professora Marilena Chauí.

Foto: Daniel Garcia

Fonte: http://pensadoranonimo.com.br/e-um-crime-o-curriculo-lattes-diz-marilena-chaui/

 

 

NORUEGUESES PREPARAM UM SISTEMA POLÍTICA A

PARTIR DO ZERO.

 

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É possível construir um sistema democrático a partir do

zero? Em arquipélago acima do Círculo Ártico,

noruegueses estão provando que sim

 

Aimée Lind Adamiak conhece as regras do arquipélago de Svalbard muito bem. Ela viveu por seis anos em Longyearbyen, capital e principal assentamento das ilhas, com 2.500 pessoas e controlado administrativamente pela Noruega. Ela sabe que, assim que sai da capital, deve levar um rifle Mauser carregado. “Em Svalbard, há mais ursos polares do que humanos, nós precisamos, portanto, estar prontos para nos defendermos, caso necessário”, diz ela.

Lind Adamiak, professora de ciência política e história na escola local e mãe solteira de três filhos, também participa em vários comitês locais do governo. Ao visitar a ilha, recentemente, ela me disse: “Estamos prestes a introduzir uma política democrática similar à do continente”.

Um governador norueguês administra toda Svalbard. “Temos uma grande vantagem aqui”, disse Lind Adamiak. “Poderíamos juntos começar do zero aqui, mas todos nós temos alguma experiência vinda de um outro lugar. Isto gera um grande equilíbrio.”

Svalbard é um arquipélago internacional constituído por dezenas de ilhas a meio caminho entre a Noruega e o Polo Norte. Em 1920, a Liga das Nações aprovou o Tratado de Svalbard, que garantia à Noruega soberania sobre as várias ilhas, com uma área total de 61 mil quilômetros quadrados. O tratado permitiu que todos os signatários tivessem os mesmos direitos de acesso ao território, que se encontra bem acima do Círculo Ártico.

Desde então, vários países, incluindo a Suécia, a Polônia e a União Soviética (e, mais recentemente, a Federação Russa), estabelecessem assentamentos em Svalbard por razões econômicas e estratégicas. Mas apenas a Noruega foi capaz de desenvolver seus assentamentos para a extração de carvão em vilarejos e cidades modernas e desenvolvidas, com Longyearbyen servindo como capital da ilha central, Advent Fjord, cerca de três horas de voo de Oslo.

Garantia de acesso

Desde que o aeroporto principal de Longyearbyen foi aberto, em 1975, a população da cidade mais setentrional do mundo mudou dramaticamente. ”Antes disso, apenas mineradores e suas famílias viviam aqui”, lembra-se Lind Adamiak. ”Hoje, temos todo tipo de gente por aqui”.

 

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Longyearbyen, capital do arquipélago: o mundo lá fora nunca está tão distante para pessoas jovens, saudáveis e empreendedoras (Foto: Juan Vidal Diaz)

 

Na verdade, Svalbard é um dos poucos territórios no mundo todo onde basicamente qualquer pessoa é bem-vinda para se estabelecer. As garantias do Tratado de Svalbard, de acesso livre, sobrepõem-se a qualquer limitação imposta pela legislação de outros países, sejam os estatutos noruegueses ou as leis da União Europeia.

Há ainda dois antigos assentamentos soviéticos em Svalbard, Barentsburg e Pyramiden, que são governados por administradores russos locais. Barentsburg, um povoado de cerca de 500 mineradores e suas famílias, vindos da Ucrânia e da Rússia, ainda está habitado. Pyramiden, por outro lado, foi completamente abandonado em 1998. Dois anos mais tarde, um trágico acidente aéreo na cadeia montanhosa de Operafjellet matou 130 pessoas da comunidade russa local.

A decisão de abandonar o povoado foi feita muito rapidamente, e tudo foi deixado para trás. Graças ao clima gélido do Ártico, um forte agente de conservação, toda a infraestrutura deste antigo povoado-modelo soviético permanece intacta. As casas, solidamente construídas, provavelmente permanecerão ali por mais 500 anos. Os visitantes encontram uma cidade fantasma plenamente equipada, literalmente no fim do mundo. Apenas alguns poucos guardas russos ainda vivem ali, a fim de receber visitantes diurnos de Longyearbyen, distante a 4 horas de barco, mais 50 quilômetros por terra.

Longyearbyen oferece uma experiência bastante diferente. A cidade abriga a universidade mais setentrional do planeta, o Centro Universitário, em Svalbard, instituições culturais como a Galeria Svalbard e o Silo Global de Sementes de Svalbard (que contém “cópias extras” de sementes mantidas em bancos genéticos do mundo todo). Estas instituições atraem pesquisadores, estudantes e suas famílias do mundo todo. Várias linhas aéreas conectam Svalbard com destinos em toda a Europa e levam dezenas de milhares de turistas para a cidade todos os anos. Mais recentemente, o fato de que o arquipélago se transformou em uma zona livre de impostos, com álcool barato, ajudou a transformar a congelante Longyearbyen em um inusitado local para festas.

Primeiras eleições

Ao longo da maior parte do último século, Longyearbyen foi dirigida pelos CEOs da Store Norske, a empresa estatal norueguesa de mineração. Em 2002, as pessoas de Longyearbyen participaram das primeiras eleições livres da ilha. Desde então, a comunidade tem trabalhado passo a passo no sentido de desenvolver uma política que se assemelhe à de um típico município norueguês.

Já que a maior parte das pessoas fica em Svalbard apenas por um período de tempo limitado e há poucos serviços para os idosos, Longyearbyen e Svalbard permanecem lugares reservados para pessoas jovens, saudáveis e empreendedoras. Mas o mundo lá fora nunca está tão distante, como descobri após ouvir uma história de Aimée Lind Adamiak sobre uma de suas vizinhas.

No verão de 2011, Christin Kristoffersen quase perdeu seus dois filhos nos ataques levados a cabo pelo terrorista norueguês Anders Behring Breivik, que matou 77 pessoas em Oslo e Utöya. Os filhos de Christin estavam participando do acampamento juvenil de verão do Partido Trabalhista Norueguês. Ambos foram feridos, mas sobreviveram. Dois meses após os ataques, que são rememorados pela instalação de um monumento local, Christin foi eleita a primeira prefeita mulher de Longyearbyen.

“No que diz respeito à forma como vivemos juntos e tomamos nossas decisões, queremos ser o mais próximo possível de uma sociedade normal, como no continente”, disse Lind Amiak, “mas no que diz respeito à nossa situação bastante única, aqui no fim do mundo, queremos manter este lugar magnífico da forma como é hoje, para nossos filhos”.

Bruno Kaufmann | Zócalo Public Square | Longyearbyen. Tradução Henrique Mendes, Revista Samuel. Texto originalmente publicado em Zócalo Public Square, publicação on-line que busca estimular o sentimento de cidadania e comunidade

Fonte: http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014

 

 

 

Henry Milleo/Gazeta do Povo / Quando o assunto é formação cívica, a escola aparece em penúltimo lugar na pesquisa

Quando o assunto é formação cívica, a escola aparece em penúltimo lugar na pesquisa

 

Cidadania: a gente não vê por aqui.

 

Segundo pesquisa, os brasileiros não enxergam a escola como um local que contribui para a disseminação de valores cívicos

O brasileiro não reconhece a escola como elemento importante na formação da cidadania. O sistema de educação básica aparece em penúltimo lugar – à frente apenas do Judiciário – em avaliação da contribuição das instituições para a formação e disseminação dos valores cívicos feita em pesquisa da CPM Research com 1.110 entrevistados. A família aparece em primeiro lugar, seguida da universidade, da mídia, da polícia e do Ministério Público.

O estudo foi apresentado na última quarta-feira durante o Encontro Internacional do Ciclo Educação para o Futuro, na PUC-SP. Segundo o estudo, feito com habitantes das cinco regiões do país no início deste mês, os brasileiros não admitem ter deficiências na formação sobre o assunto. A maioria se considera cidadão ativo por ter cons­­ciência de seus direitos e deveres. “As manifestações de junho de 2013 mostraram a nossa incapacidade no que diz respeito à cidadania ativa. Cada um saiu de casa com o seu cartaz, dizendo o que era importante para si, mas sem estar organizado. Isso vem de uma falta de formação no ensino básico, que não nos ensina sobre nossos direitos e deveres como cidadãos”, avalia Oriana Monarca White, diretora da CPM Research e membro do Núcleo de Estudos de Futuro da PUC-SP.

Entre as ações consideradas mais importantes para ser um cidadão ativo, ”ensinar as crianças a serem cidadãos ativos desde os primeiros anos da escola” aparece em quinto lugar e ”acompanhar o trabalho dos representantes públicos” em nono, atrás, por exemplo, de “ter um CPF”, em sétimo lugar. Oriana desenvolve pesquisa de pós-doutorado sobre o tema. Ela compara a situação do Brasil com a de outros países como Itália e Espanha, onde o ensino de cidadania ativa é orientado por programas conduzidos pelos ministérios da educação.

Durante um mês, a professora aplicou métodos usados por esses países em ­­duas escolas públicas de São Paulo. O projeto envolveu exibição de filme, leitura de contos e fotografia. “A ideia foi fortalecer alguns preceitos e ensiná-las [as crianças] a se articular na hora de reclamar”, conta Oriana. Depois de apresentar o projeto de pós-doutorado, em outubro, Oriana pretende enviar propostas sobre o tema para o Ministério da Educação. “A discussão desse tema nas escolas, desde muito cedo, precisa ser imposta pelo ministério. É incrível que a sociedade civil – através de ONGs, por exemplo – se organize para trabalhar com isso. Mas precisamos de leis tratando do assunto.”

Fontehttp://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/

 

OPINIÃO:

Infelizmente a escola está isolada, desconectada, descontextualizada das diversas realidades que formam as diversas sociedades. Os "MUROS DAS ESCOLAS" são mais altos que sua capacidade de auto-reflexão! A ESCOLA NÃO CONSEGUE SE ENXERGAR PAR...A ALÉM DOS MUROS! " Reconheceu-se que não há conhecimento sem aprendizagem. E que a informação, sendo uma condição necessária para o conhecimento, não é condição suficiente. (...) a informação, se não for organizada, não se constitui em conhecimento, não é saber, e não se traduz em poder." (Isabel Alarcão)
Professor João Paulo Camargo

 

 

 

 

O dia que o planeta azul entra no vermelho

 

Imagine se o seu salário é pago anualmente. Significa que você tem 12 meses para todos os seus gastos. Até aí tudo bem. Mas e se no oitavo mês você gastasse tudo o que recebeu para o ano. Você ficaria impossibilitado de gastar mais dinheiro até receber novamente. Certo? Poderia pegar um empréstimo, talvez. Se endividaria para pagar as contas ou economizaria. Quem sabe... E se dissermos que o mesmo acontece com os recursos naturais produzidos pelo planeta desde a década de 1970. Só que, nesse caso, não há banco, nem credores ou diminuição do ritmo de gastos. Mais uma vez cedo, chegou o Dia da Sobrecarga da Terra (Overshoot Day, em inglês). Desde 19 de agosto, o Planeta Azul entrou no vermelho.
O exemplo usado para explicar a data pode parecer brincadeira. No entanto, é um assunto muito sério. Temos de lembrar que só temos um planeta e os recursos naturais são a nossa fonte de sobrevivência. Estamos abusando do direito de usufruir dos nossos ecossistemas. O cálculo feito anualmente pela Global Footprint Network (organização internacional pela sustentabilidade, parceira global da Rede WWF) mostra que há 14 anos a data surge cada vez antes: de 1º de outubro em 2000 a 19 de agosto em 2014.
O problema é mais grave. Atualmente, mais de três quartos da população mundial vive em países que demandam mais do que a natureza consegue produzir. É o caso do Brasil. Se a população do mundo vivesse como um brasileiro médio, seria necessário 1,6 planeta para suportar esse estilo de vida. Estamos bem próximos da média mundial (1,5 planeta), ainda assim, estamos consumindo acima de 50% da capacidade anual do planeta.
Se o ritmo atual continuar, o cenário se torna ainda mais desanimador. Com as projeções de aumento da população mundial, uso de energia e produção de alimentos, estamos olhando para um consumo de três planetas bem antes de 2050. Esse nível de pressão sobre o planeta pode se tornar fisicamente impossível. 
Precisamos nos envolver na redução de impactos. Ser parte da solução. Enquanto cidadão, você pode adotar uma postura crítica e repensar os seus hábitos de consumo atuais. Busque ser um consumidor responsável. Temos que cobrar do poder público um planejamento ambiental sustentável e implementação de políticas públicas sustentáveis (transporte público menos poluente e instalação de ciclovias, por exemplo).
O WWF-Brasil busca mobilizar e incentivar as pessoas a adotarem práticas mais sustentáveis no seu dia a dia. Queremos você conosco nessa luta pela conservação do meio ambiente, pela garantia do uso racional dos recursos ecológicos do nosso planeta. Afinal, a conta do Overshoot Day é de todos nós!
* Com informações da GFN

FONTE: Bruno Moraes - http://www.wwf.org.br/informacoes/noticias_meio_ambiente_e_natureza/?40862

 

  

 

 

 

 

  

 

 

Schopenhauer e o consumo do planeta

 

         Publicado em 08/08/2014 | José Pio Martins

 

Os limites físicos do planeta e a explosão populacional (9,4 bilhões de habitantes em 2050) vão encurralar a humanidade e obrigar-nos todos a um confronto com a questão do consumo (necessário) e o consumismo (exagerado) de bens e serviços. Já se disse que a humanidade vive um período de alienação e está virando as costas para problemas gravíssimos que podem comprometer a própria existência na Terra. 

A questão é que, para viver e sobreviver, o ser humano precisa consumir. Sem alimentos, vestuário, abrigo e medicamentos, o corpo não sobrevive e o homem morre. Viver é consumir. Mas, para isso, é preciso produzir e, para fazê-lo, o homem agrega outros tipos de consumo. Quem vai para o trabalho necessita de meios de transporte, educação, treinamento e bens materiais (como ferramentas, equipamentos, móveis), coisas necessárias ao processo produtivo. 

Então, há o consumo final feito pelo homem e o consumo intermediário para produzir os bens finais de consumo. O primeiro postulado econômico é: quanto de bens e serviços o homem precisa para viver, sobreviver e ser feliz? Não há resposta exata. Mas é possível resposta intuitiva. O segundo postulado é: quanto de bens e serviços a humanidade está consumindo (às vezes apenas comprando, sem nem sequer consumi-los) e de que não precisa para viver?

Se fosse possível mensurar com exatidão a diferença entre o necessário (primeiro postulado) e o excesso (segundo postulado), teríamos aí a medida da contribuição do homem de hoje para a destruição de recursos finitos do planeta, que vai encurralar a humanidade muito brevemente. Existe uma alienação individual e coletiva em relação ao consumo excessivo. Mas por que o ser humano compra tanto mais do que precisa para viver bem? 

A psicologia é a ciência que explica os processos mentais e o comportamento humano. Mas até 200 anos atrás, a psicologia não existia como uma ciência autônoma; era uma parte da filosofia, razão por que os grandes filósofos trataram dela, todos eles. Isso nos remete a um filósofo tão estranho quanto genial, um intelectual que tinha aversão ao convívio com o semelhante, mas compreendeu e interpretou como poucos o comportamento humano. Arthur Schopenhauer (1788-1860) deu as melhores explicações sobre o consumo desvairado do homem. 

Enquanto Kant (1724-1804) dizia que a central de comando no cérebro é a inteligência e a razão, Schopenhauer afirmava que a central de comando é a vontade. É ela que leva o homem a desejar, consumir, saciar, desejar de novo... e assim indefinidamente. A vontade não cessa de nos dirigir, pois, assim que um desejo é saciado, há outro e mais outro... Para Schopenhauer, o querer nos escraviza, para o que ele apresentou sua proposta de libertação da vontade. 

O filósofo observou que a própria felicidade depende da superação da vontade, e escreveu: “Em que consiste o sofrimento? É a luta para vencer o obstáculo que fica entre a vontade e a meta. O que é felicidade? É atingir a meta”. Assim, ele estabeleceu para si próprio como meta de vida desejar o menos possível, saber o mais possível. No fundo, é a conhecida proposta de buscar a felicidade no ser e não no ter. 

Schopenhauer propõe que usemos a razão para superar a vontade, mas alerta que a tarefa não é fácil, pois a vontade é biológica (somos escravos em nossa própria morada, disse ele) e a razão é construída. O ser humano trava uma batalha interior diária entre a razão e a vontade. Voltarei ao tema em outro artigo.

José Pio Martins, economista, é reitor da Universidade Positivo.

 

 

   

 

 

Colégio Professor Meneleu de Almeida Torres

 

Este estabelecimento de ensino começou a funcionar em março de 1958, com duas salas de aula do então Grupo Escolar Ana Rita. Em março de 1959, a escola recebeu o nome de “Grupo Escolar Prof. Meneleu de Almeida Torres”, em homenagem ao professor e grande jurista e primeiro Diretor da Escola Normal de Ponta Grossa. Ainda em março de 1959,  foi fundada a Biblioteca da Escola que teve o nome de “Biblioteca Professora Davina Rosa dos Santos”, em memória daquela educadora. A inauguração oficial deu-se aos dezenove dias do mês de setembro de 1959, com a presença do governador Moysés Lupion, Secretário da Educação e Cultura Dr. Nivon Weigert,  Deputado Estadual Sr. José Hoffmann e a diretora naquela ocasião a Professora Carmela Jaronski, professores e demais autoridades. No mês de abril de 1962 deu-se a inauguração do Jardim de Infância, sendo a patronesse a Srª. Letícia Catagnolli Pierre que muito colaborou para a organização do mesmo. A Associação de Pais e Mestres foi fundada em setembro de 1965, na direção da Professora Antonia Zanoni Schena.  Em 14 de fevereiro de 1978, conforme Decreto Governamental Nº 4.648 de 20 de fevereiro de 1978, a escola passa a denominar-se Colégio Professor Meneleu de Almeida Torres, funcionando também os cursos de Contabilidade e Assistente em Administração. Mais tarde, com a mudança do Ensino Técnico, o Curso de Contabilidade dividiu-se em Auxiliar e Técnico em Contabilidade, sendo reconhecido através da Resolução nº 3042/81 de 12 de janeiro de 1982. O Ensino Fundamental foi reconhecido através da Resolução nº 2114/88 de 15 de julho de 1988. Em 18 de junho de 2003 ocorreu a renovação do reconhecimento do Ensino Fundamental, através da Resolução 1626/03. Posteriormente, com a Resolução 1864/03 de 11 de agosto de 2003, extinguiu-se o ensino técnico, permanecendo no Colégio somente o Ensino Fundamental e o Ensino Médio. Em fevereiro de  2006, através de inúmeras reivindicações da comunidade e da direção deste estabelecimento de ensino, implantou-se novamente o curso técnico no Colégio, com o Curso Técnico em Administração Integrado com o Ensino Médio e o Curso Técnico em Administração Subseqüente, para alunos que concluíram o Ensino Médio.                                                                A Educação Especial sempre se fez presente tendo um grande apoio por parte da administração do Colégio, com  Sala de Recursos, de Condutas Típicas e Deficiência Mental. No ano de 2004,  iniciamos um projeto de inclusão de alunos surdos na 5ª série. Neste projeto temos parceria  com o CEPRAF, na capacitação dos professores e Classe de Apoio aos alunos surdos. A direção deste estabelecimento de ensino, desde a sua fundação teve na sua administração os (as) seguintes professores (as): em 1959 Carmela Jaronski, de 1960 a 1962 Irene Clock Lima, de 1962 a 1964 Nelson Abilhôa, de 1964 a 1966 Antonia Zanoni Schena, de 1966 a 1969 Djanira Pimentel Santos, de 1970 a 1974 Neusa Pimenta, de 1974 a 1978 Aparecida Nagore Barranzuela, de 1979 a 1983 Alcione Lune Weber, de 1983 a 1987 Silvino Martelo, de 1988 a 1989 Sebastião Santos e Silva, de 1990 a 2000 Silvino Martelo, de 2001 a 2002 Vilmar Brito Costa e  Nanci Pastuch Hoffmann, atual diretora desde 2002.

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
   
 

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