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ENSINAR EXIGE COMPROMETIMENTO

 

Não posso ser professor se não percebo cada vez melhor que, por não ser neutra, minha prática exige de mim uma definição. Uma tomada de decisão. Decisão. Ruptura. Exigem de mim que escolha entre isto e aquilo. Não posso ser professor a favor de quem quer que seja e a favor de não importa o quê. Não posso se professor a favor simplesmente do Homem ou da Humanidade, frase de uma vaguidade demasiado contrastante com a concretude da prática educativa. Sou professor a favor da decência contra o despudor, a favor da liberdade contra o autoritarismo, da autoridade contra a licenciosidade, da democracia contra a ditadura de direita ou de esquerda. Sou professor a favor da luta constante contra qualquer forma de discriminação, contra a dominação econômica dos indivíduos ou das classes sociais. Sou professor contra a ordem capitalista vigente que inventou esta aberração: a miséria na fartura. Sou professor a favor da esperança que me anima apesar de tudo. Sou professor contra o desengano que me consome e imobiliza. Sou professor a favor da boniteza da minha própria prática, boniteza que dela some se não cuido do saber que devo ensinar, se não brigo por este saber, se não luto pelas condições materiais necessárias sem as quais meu corpo, descuidado, corre o risco de se amofinar e de já não ser o testemunho que deve ser de lutador pertinaz, que cansa mas não desiste. Boniteza que se esvai de minha prática se, cheio de mim mesmo, arrogante e desdenhoso dos alunos, não canso de me admirar.

            Assim como não posso ser professor sem me achar capacitado para ensinar certo e bem os conteúdos de minha disciplina não posso, por outro lado, reduzir minha prática docente ao puro ensino daqueles conteúdos. Esse é um momento apenas de minha atividade pedagógica. Tão importante quanto ele, o ensino dos conteúdos, é o meu testemunho ético ao ensina-los. É o respeito jamais negado ao educando, a seu saber de “experiência feito” que busco superar com ele. Tão importante quanto o ensino dos conteúdos é a minha coerência na classe. A coerência entre o que digo, o que escrevo e o que faço.

(Paulo Freire)

 

 

 

 

 

 

 


UMA OUTRA EDUCAÇÃO É POSSÍVEL!

 

 

 

 

 

 

 

  

 

 

Por falta de verbas, o Parque Nacional da Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato pode fechar as portas. A informação foi dada pela arqueóloga Niéde Guidon, que cuida do  local desde a década de 70.

O parque com mais sítios pré-históricos das Américas corre risco de ficar abandonado por falta de recursos. Sem fonte fixa de renda, o local depende de repasses eventuais dos governos, além de parcerias e doações. E o dinheiro recebido não tem sido suficiente para cobrir o custo.

"Estou acreditando que não adiantou nada temos feito um parque de primeiro mundo no Piauí. A própria Unesco disse que dos parques com artes rupestres, este era o mais bem estruturado do mundo. Isso poderia transformar o Piauí, pois já é conhecido como estado mais pobre do Brasil. Poderíamos  ganhar com o turismo, mas parece que não deu nada certo", lamentou.
Em 2003, o Parque tinha 270 funcionários e hoje são menos de 100.  Das 28 guaritas, apenas 12 funcionam e isso trouxe prejuízos. “Quando demitidos os guardas das guaritas pessoas entraram e roubaram placas solares, como não temos energia pública, colocamos equipamentos que capitassem a luminosidade e produzissem energia, mas estes foram roubado. Levaram canos e móveis. Foi um prejuízo terrível”, lembrou a arqueóloga. 
Mario Afonso trabalha como guarda do Parque e teme os prejuízos que o local possa ter sem vigilância. O parque vai ficar menos assistido, já que um funcionário vai se comprometer com vários serviços.

Fonte: http://g1.globo.com/pi/piaui/noticia/2015/08/depois-de-demitir-funcionarios-parque-serra-da-capivara-pode-fechar.html
                                                                                                                     

                                                                                        

 

 

Professores analisam funk de MC Carol que

contesta a história do Brasil

 

'Quem descobriu o Brasil / Não foi Cabral', diz letra da funkeira niteroiense. Docentes acreditam que música pode aumentar interesse pela disciplina.

 

Mc Carol lançou a música 'Não foi Cabral' (Foto: Divulgação/ Marcella Zamith - I hate Flash)

 

A cantora niteroiense MC Carol lançou na sexta-feira (3) uma música que tem chamado a atenção pela letra. Em vez de sexo, ostentação ou apologia à violência, temas recorrentes em funks, “Não foi Cabral” desafia a história do Brasil contada na maior parte dos livros escolares. O G1 conversou com a funkeira e entrevistou professores para analisarem os versos que falam do descobrimento do país, do genocídio de indígenas e cobra destaque para Dandara, a mulher de Zumbi de Palmares.

A música, que começa com um remix do Hino Nacional, contesta o descobrimento, em tom de voz agressivo. “Nada contra ti / Não me leve a mal / Quem descobriu o Brasil / Não foi Cabral / Pedro Álvares Cabral / Chegou 22 de abril / Depois colonizou / Chamando de Pau-Brasil / Ninguém trouxe família / Muito menos filho / Porque já sabia / Que ia matar vários índios” (veja a letra completa abaixo e ouça a música aqui).

A cantora compôs a canção a partir de um convite do projeto Temas de Dança, que estuda a relação entre corpo, dança e história. “Nessa entrevista [ao projeto] eu comecei a falar sobre a minha adolescência na escola e falei que debatia muito com as professoras. Contei que a professora de história era com a qual eu mais debatia. Ela falava coisas que eu não aceitava e me colocava para fora da sala (...) Ela dizia que Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil. E eu falava: professora, Pedro Álvares Cabral não descobriu o Brasil porque já tinha 4 milhões de índios aqui. Como ele descobriu?”

O professor Oswaldo Munteal, da PUC-Rio, acredita que a perspectiva crítica da história apresentada em “Não foi Cabral” é válida e afirma que o funk merece ser respeitado como arte desenvolvida no Brasil. Ele afirma que a linguagem do ritmo é própria e que possíveis erros de linguagem são relativos.

“É um gênero contra o qual ainda há muito preconceito. E eu acho que este preconceito ainda precisa ser combatido. É música, e dentro deste âmbito, o certo e o errado são relativizados porque dependem da rima, da harmonia, do contraponto, da melodia e da própria composição da música”.

E é legal que o funk fale de história do jeito dele, agressivamente, com um jeito de cantar diferente. Eu acho que é uma maneira de expressão respeitável"
Oswaldo Munteal, professor da PUC-Rio

Visão 'válida', dizem professores Para Munteal, a música pode atrair o interesse das pessoas para que partam para um estudo mais aprofundado da disciplina. Ele acredita que os brasileiros conhecem muito mal a sua própria trajetória.

“Acho que pode despertar um interesse crítico pela história. Porque as pessoas acham que já sabem história e que elas não precisam estudar. No vestibular, é a segunda pior nota, após física. Então é interessante despertar o interesse pelo raciocínio histórico. E é legal que o funk fale de história do jeito dele, agressivamente, com um jeito de cantar diferente. Eu acho que é uma maneira de expressão respeitável.”

Para o professor Flávio Morgado, do Colégio e Vestibular de A a Z, a visão da história a partir de grupos considerados marginais foi feita justamente a partir de um tipo de música que também é marginalizada. “Ela está se comunicando com o seu público, que muitas vezes também é marginalizado. A música tem uma certa ironia e humor, característicos do gênero. E mesmo com humor, ela tem uma coerência.”

José Nazareth Neto Alvernaz, professor do Colégio Sarah Dawsey, acha que MC Carol tem uma visão válida sobre o tema. “A letra é interessante porque alguns livros ainda insistem em reproduzir a chegada de Cabral e não problematizam a chegada dos colonizadores. A maioria dos professores afirma que é um equívoco. Há alguns livros que, inclusive, já trabalham com a perspectiva de chegada e não de descobrimento. Quando eles chegaram aqui havia de 4 a 6 milhões de indígenas. É uma visão eurocêntrica. Estamos acostumados a trabalhar a visão dos vencedores. A visão dos vencidos ainda está sendo difundida.”

Alvernaz cita como exemplo a viagem de Duarte Pacheco Pereira, que teria chegado ao litoral do Nordeste em 1498, mas não é citado nos livros didáticos. “Nós aprendemos a versão dos vencedores, mas os vencidos estão começando a ser ouvidos”, opina.

MC Carol vive no Morro do Preventório, em Niterói (Foto: Divulgação)

Morro do Preventório A música também aborda as mortes de índios e de negros na construção do país. “Falando de sofrimento/ Dos tupis e guaranis / Lembrei o guerreiro/ Quilombo Zumbi”. Carol também questiona a versão oficial para a abolição da escravatura.

“A professora batia muito na tecla da história da Princesa Isabel, porque tem uma casa enorme no pé do Morro do Preventório, onde moro, que é a Casa da Princesa, que era a casa de bonecas, o lugar onde ela brincava. E o Morro do Preventório era um cemitério, onde enterravam os escravos. Aí eu comecei a debater com ela a figura da Princesa Isabel. Porque na época que ela assinou a Lei Áurea, aquilo já tinha que acontecer. Porque os ingleses já pressionavam pela libertação dos escravos, para eles terem dinheiro e comprar coisas. Então é como se pegassem uma branca, para fazer de conta que ela foi a libertadora dos negros. Mas não foi exatamente isso que aconteceu”, questiona a MC.

Para o professor Flávio Morgado, destaca-se na letra a menção ao nome de Dandara dos Palmares, mulher de Zumbi, que no século 17 lutou na resistência contra as forças dos colonizadores nos ataques contra o quilombo, que ficava na região onde atualmente é o estado de Alagoas. A guerreira, sobre a qual existem escassos registros, é um ícone dos movimentos negro e feminista.

“MC Carol não obedece a nenhum padrão estabelecido, ela é negra e vem de uma comunidade carente. Eu acho importante a menção porque traz aspectos importantes, como a figura da Dandara. Ela traz à tona importância dessa figura histórica. Ela revisita a história de um ponto de vista periférico”, diz Morgado.

José Nazareth explica o papel de Dandara na história do Quilombo dos Palmares, mas afirma que a importância da Princesa Isabel não pode ser deixada de lado na história do Brasil. “A Dandara teve uma participação importante na vida do Zumbi e na qual eles se revoltaram contra o primeiro líder do quilombo dos Palmares, o Ganga Zumba, porque ele fez um acordo com os holandeses com o qual não concordaram”.

Ele lembra que Zumbi e Dandara têm inegável importância na história da resistência negra do país, mas cita trabalhos do historiador José Murilo de Carvalho que informam que havia também escravidão em Palmares. "Palmares não era feito somente de negros. Também existiam índios e pessoas brancas empobrecidas que se refugiavam em para se livrar da exploração da aristocracia rural."

Funk culto Oswaldo Munteal afirma que a música que fala da história do Brasil pode ajudar a amenizar o preconceito contra o gênero. “O funk é uma manifestação do nosso povo. Pode ter vindo dos Estados Unidos, mas ganhou vida aqui e muita coisa também veio de lá, como o rock, que é amplamente aceito.”

Se antes as pessoas achavam que a MC Carol não poderia compor um funk culto, eu acho que elas já têm outra visão"
MC Carol

Alvernaz concorda e ratifica a posição do funk como um gênero musical que pode abrir os olhos de novos estudantes para os encantos do estudo de história.

“A letra é simples e tem uma linguagem bem comum de ser entendida e que pode atingir que, muitas vezes, não se interessa por uma leitura mais acadêmica. A música pode ser um instrumento de aprendizagem para boa parte da sociedade.”

MC Carol comemora a boa repercussão da música na internet e afirma que foi capaz de mostrar uma nova face ao público. “Se antes as pessoas achavam que a MC Carol não poderia compor um funk culto, eu acho que elas já têm outra visão.”

Confira a letra da música e ouça aqui:

Professora me desculpe Mas agora vou falar Esse ano na escola As coisas vão mudar

Nada contra ti Não me leve a mal Quem descobriu o Brasil Não foi Cabral

Pedro Álvares Cabral Chegou 22 de abril Depois colonizou Chamando de Pau-Brasil

Ninguém trouxe família Muito menos filho Porque já sabia Que ia matar vários índios

13 Caravelas Trouxe muita morte Um milhão de índio Morreu de tuberculose

Falando de sofrimento Dos tupis e guaranis Lembrei do guerreiro Quilombo Zumbi

Zumbi dos Palmares Vitima de uma emboscada Se não fosse a Dandara Eu levava chicotada

 Fonte: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/musica/noticia/2015/07/professores-analisam-funk-de-mc-carol-que-contesta-historia-do-brasil.html

 

 

 

Não há ensino sem pesquisa e nem pesquisa sem ensino. O questionamento, a busca e a aprendizagem fazem parte da natureza da prática docente.

Nas instituições de ensino superior é comum a presença do professor pesquisador, aquele que atua nas atividades de produção científica, ensino e extensão. Contudo, Paulo Freire argumenta que não é só na pós-graduação que a pesquisa é realizada. Na verdade, o ato de pesquisar não é algo a ser acrescentado ao ensino, porque a pesquisa faz parte da própria definição de ensinar.

Da preparação da aula à orientação dos seminários em que os alunos apresentam os seus trabalhos, o professor está sempre descobrindo coisas novas e aprendendo. Seja qual for a disciplina, os avanços científicos e as novas interpretações sobre os fenômenos da realidade transformam os conhecimentos ano a ano.

É nesse sentido que o saber não pode ser entendido como uma questão meramente cumulativa – ou, nas palavras de Paulo Freire: bancária. O conhecimento é dinâmico, os saberes são constantemente superados e, por isso, por mais que saiba, o educador está sempre aprendendo.

O professor pode aprender muito mais sobre os conteúdos de sua própria disciplina no decorrer do ano. Mas é necessário que, em sua formação permanente, ele se perceba como pesquisador e assuma a dimensão da pesquisa com os estudantes.

 

 

 

 

 

 

 

 "Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender." Nesta citação de Paulo Freire está a essência do que é ser professor e professora. Portanto este título não é só meu e sim de todos(as) que participaram desta construção ao longo dos anos. Agradeço especialmente a minha filha Camila Hertel Camargo e minha esposa Mônica Hertel Camargo que são minhas eternas alunas e minhas eternas professoras que me ensinam muito todos os dias.

E não poderia deixar de estender esta homenagem aos professores e professoras que participaram do fatídico dia 29 de Abril de 2015, na Praça Nossa Senhora da Salete, no Centro Cívico de Curitiba, capital paranaense, quando foram covardemente impedidos de entrar na Assembleia Legislativa (Casa do Povo) para lutar pelos nossos direitos conquistados ao longo de décadas de luta.

Parabéns a todos os guerreiros e guerreiras! Nós continuamos na luta!

 

 

 

  

  

 

 

 

 

 

    prof_jpc@hotmail.com

 

 

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