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 Logomarca Bonito HI Hostel - Albergue da Juventude

  

     

 

 

 

 

 

 

 

   

PENSAMENTOS GEOGRÁFICOS do PIBIDIANO DE GEOGRAFIA JÚNIOR CESAR 

 

"Pra você que faz cara feia quando eu digo que faço GEOGRAFIA ou solta um "Hum, que legal" extremamente irônico...

Só tenho a dizer que a amplicidade dessa ciência me torna a cada dia uma pessoa melhor e aumenta ainda mais o meu amor pelas diversas Geografias que rodeiam a todos. ...   Minha graduação me permite ousar a te falar um pouco sobre o universo ou da formação da Terra. Posso te explanar sobre a dicotomia do urbano X rural ou te fazer me odiar falando de política.   Posso ainda demonstrar como a dispersão dos biomas estão intimamente ligados à composição do solo, ao clima e dentre outros fatores.   Posso te ensinar a diferença de clima e tempo e te fazer perceber o quanto é engraçado quando você diz "Como está o clima hoje?" e te aborrecer falando de economia ou dos males do capitalismo.   Posso mostrar rochas, minerais e o dinamismo das formas e estruturas do relevo.   Posso ainda, descobrir contigo outras cidades, estados, países e continentes, e outros planetas também!   Conto histórias também, do PR, do Brasil e do mundo e quebro a cabeça com problemas matemáticos da nossa amiga Cartografia.   Questiono os problemas da educação geográfica e modifico meu modo de ensinar, para despertar a busca sagaz em aprender Geografia.   São tantas ciências que a Geografia engloba, que posso ter me esquecido de algo que está ao meu domínio. Mas é isso, não existe uma ciência melhor do que a outra, mas se existisse, a Geografia seria uma forte candidata!   A Geografia mexeu comigo e me fez amá-la incondicionalmente.   Enfim, a Geografia é uma mãe que te acolhe e te faz refletir, questionar e propor soluções para o mundo. Ela está em toda parte, até mesmo dentro de você."

 

 

 

 

 

 

 


UMA OUTRA EDUCAÇÃO É POSSÍVEL?

 

 

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Discutir política partidária é parecido com falar de novela como se fosse a realidade. A estruturação da farsa política foi minuciosamente planejada pra não afetar os verdadeiros poderes sobre a sociedade – que se baseiam na ignorância, na desinformação, no controle das comunicações, na concentração de poderes do “mercado financeiro” e dos mega-empresários, na infiltração profunda nas instituições ditas “públicas”, na mentalidade implantada pelo massacre  publicitário-ideológico, na alienação induzida, nos valores falsos impostos pelo sistema de educação e pela cultura do consumo... A “política” é um teatro de marionetes para dispersar a atenção e criar a ilusão de que ali se decide tudo – macabra mentira. É o elemento de atração, a mão do mágico que chama a atenção enquanto a outra executa o truque. A outra mão é a dos parasitas sociais podres de ricos que estão acima do que é apresentado como “política”, nos bastidores, controlando mídia, produção de alimentos, distribuição de energia e água, enfim, os setores estratégicos que dão condição de derrubar qualquer governo que se atreva a cumprir a constituição federal. E garantir, como está no capítulo dos direitos da população, alimento, moradia, educação de verdade, dignidade, formação profissional plena, desenvolvimento de consciência e senso crítico, capacidade de compreensão e decisão sobre o destino coletivo, em busca de harmonia social.

 

(Eduardo Marinho)


 

 

IDH: educação não avança e Brasil fica estagnado no ranking de bem estar da ONU

O país ficou na 79ª posição, logo atrás da Venezuela, dentre um conjunto de 189 economias


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BRASÍLIA — Pelo segundo ano consecutivo o Brasil ficou estagnado no ranking de desenvolvimento humano das Nações Unidas, que mede o bem-estar da população considerando indicadores de saúde, escolaridade e renda. Segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), em 2017 o país se manteve na 79ª posição, logo atrás da Venezuela, dentre um conjunto de 189 economias. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) brasileiro é de 0,759. Pelo critério da ONU, quanto mais perto de 1, maior é o desenvolvimento humano.

Para o economista e diretor do FGV Social, Marcelo Neri, esses resultados mostram que a recessão econômica afetou o IDH para além do dano óbvio sobre a renda, que caiu em relação a 2015. Teve efeito indireto sobre a expectativa de vida e sobre a escolaridade, que praticamente estagnaram nessa mesma comparação. A primeira reflexo do aumento da mortalidade, por razões como o surto de vírus Zika e o segundo da falta de estímulo ou condições de estudar, devido ao alto desemprego.

— Entre os anos 1990 e 2010 o Brasil tinha feito progressos em todas essas dimensões acima dos resultados mundiais. Agora estamos vendo toda essa instabilidade econômica afetar o desenvolvimento social, que desacelerou — avalia Neri.

O IDH é calculado com base em indicadores de saúde, educação e renda. Em 2017, a expectativa de vida era de 75,7 anos, praticamente a mesma de dois anos antes (75,3). Na educação, o período esperado para que as pessoas fiquem na escola paralisou em 15,4 anos e a média de anos de estudo foi de 7,8 anos, frente aos 7,6 apurados em 2015. Já a renda per capita, que era de R$ 14,350 em 2015, caiu para R$ 13,755 no ano passado. Por isso, a melhora do IDH do Brasil de 2015 para 2017 foi de 0,002.

Tiago Macedo, de 24 anos, tem um filho de 4. A esposa, 23, é auxiliar de serviços gerais. Mora no Catumbi e concluiu o ensino médio em 2015, mas nem tentou faculdade porque a prioridade é o sustento da família.

— Já era pai, não tinha tempo para trabalhar e estudar. Eu gostaria de ter feito administração para não estar sem emprego agora — conta.

Demitido há seis meses, só foi chamado para duas seleções nesse período.

— Na hora da entrevista o fato de não ter faculdade faz diferença. Hoje você espalha muitos currículos e só um lugar te liga para fazer entrevista, e muitas vezes você não passa - diz.

Apesar de os dados do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) divulgados nesta sexta-feira pela ONU terem como referência 2017, em muitos casos as estatísticas são de períodos anteriores, pois em alguns países só há disponíveis informações mais antigas. A Venezuela sempre apareceu à frente do Brasil no ranking, porque tem uma escolaridade maior e uma renda alta graças ao petróleo. Mesmo assim, o país caiu 16 posições no ranking nos últimos cinco anos.

Fonte: O Globo.

 
"Cada escola tem um jeito de ensinar

A partir da linha pedagógica é possível saber a forma como se dá a aprendizagem e
o método de avaliação"

"Critérios como a estrutura física, currículo, equipe pedagógica, localização geográfica e valor da mensalidade costumam ser fundamentais para que os pais definam em qual escola matricular os seus filhos. Mas na hora da decisão, é importante levar em consideração itens como projeto pedagógico e metodologia da instituição de ensino para verificar se o local vai de encontro com os objetivos e valores familiares. 

Em outras palavras, isso significa que os pais devem ficar atentos para o “jeito” que a escola ensina, se é compatível com o que se espera para aquela fase da vida escolar dos filhos. "

"As escolas brasileiras se dividem, principalmente, entre sete linhas pedagógicas. Saiba um pouco mais sobre elas e veja qual mais se encaixa no perfil da sua família. 

Tradicional 
Modelo adotado a partir do século 18 para universalizar o acesso ao conhecimento. É o modelo predominante nas escolas brasileiras. O professor é a figura central para transmitir o conhecimento aos alunos. O objetivo principal é o ingresso dos estudantes na universidade. O conteúdo é transmitido de maneira igualitária e o sistema de avaliação é feito por meio de provas. Quando o aluno não alcança a meta (a nota mínima) é reprovado.  

Construtivismo 
Idealizado pelo psicólogo suíço Jean Piaget na década de 20, coloca o aluno como protagonista do seu processo de aprendizado. O papel do professor é o de mediador. A educação é um caminho para que o estudante possa criar e experimentar o conhecimento e o aprendizado. A criança busca as respostas aos seus próprios questionamentos. O ensino é algo dinâmico e o aprendizado é construído aos poucos, levando em consideração conhecimentos anteriores. Avaliações e provas não fazem parte do contexto original do Construtivismo, porque cada criança constrói seu próprio conhecimento, que é único e diverso. 

Montessori 
A linha pedagógica idealizada pela educadora italiana Maria Montessori no início do século 20 se baseia no princípio que a criança aprende através da experiência prática e da observação. O papel do educador é o de propor atividades motoras ou sensoriais pela arte, música e ciência e remover obstáculos ao aprendizado. Está baseada em seis pilares educacionais: autoeducação, educação como ciência, educação cósmica, ambiente preparado, adulto preparado e criança equilibrada. A aprendizagem deve ter interferência mínima do professor e os conceitos de liberdade e disciplina devem se equilibrar. As provas são opcionais. A avaliação pode ser feita com base na produção e no desempenho do aluno durante as aulas. As turmas são pequenas, com no máximo 20 alunos.  

Waldorf 
Rudolf Steiner, grande representante da Antroposofia, criou a pedagogia Waldorf na Alemanha estruturada na premissa de que a escola precisa formar seres humanos por meio de uma “educação para liberdade”. A criatividade e a imaginação são estimuladas a partir de brinquedos rústicos, geralmente produzidos com materiais como madeira e tecidos e em trabalhos de artes, trabalhos manuais, culinária e outros. A família participa ativamente no cotidiano da escola, contribuindo desde a questão pedagógica até a gestão do ambiente escolar. A alfabetização só inicia no Ensino Fundamental. 

Freiriana 
Na pedagogia baseada na teoria de Paulo Freire, o aluno tem papel de extrema importância. Aspectos culturais, sociais e humanos de cada aluno precisam ser considerados pelo educador para ajudá-lo a compreender e ler o mundo através do conhecimento. Professor e aluno constroem juntos o aprendizado. A pedagogia Freiriana não prevê a realização de provas, mas podem ser feitas avaliações. 

Democrática 
A linha pedagógica Democrática surgiu como uma crítica ao sistema tradicional de ensino. Uma das primeiras experiências nessa linha foi a Escola Summerhill, na Inglaterra, fundada em 1921 pelo escocês Alexander Sutherland Neil. Em Summerhill, os alunos podem escolher a forma como vão aprender os conteúdos e não há carga horária obrigatória. Em vez de lição de casa e provas, no modelo democrático as avaliações são feitas através de trabalhos práticos, artísticos e criativos, que exploram diversas capacitações e interesses dos alunos.  

Sociointeracionista
Linha pedagógica baseada nos conceitos do psicólogo bielo-russo Lev Semenovitch Vygotsky. As escolas que seguem a pedagogia sociointeracionista propõem que o estudante constrói o seu aprendizado a partir da vivência social, por meio de um processo histórico, cultural e social. Segundo Vygotsky, a aprendizagem se dá a partir da interação do sujeito e a sociedade ao seu redor: o homem modifica o ambiente e o ambiente modifica o homem. No contexto da educação, o professor assume o papel de mediador para estimular avanços que não ocorreriam espontaneamente.

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Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/especial-patrocinado/guia-de-matriculas/cada-escola-tem-um-jeito-de-ensinar-8hayvgdgnr73sbsm3owr4nots/
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Como funciona a sala de aula invertida?

 

Metodologia de ensino propõe aulas menos expositivas e melhor utilização do tempo e conhecimento do professor

 

 

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Estudos sugerem que modelo possibilita aprendizagem mais eficaz

 Imagine um sistema educacional no qual os alunos estudam os conteúdos curriculares em suas casas só para depois irem à escola encontrar professores e colegas, tirar suas dúvidas e fazer exercícios. Em outras palavras, onde a lição de casa é feita em sala e a aula é dada em casa.

Eis o princípio por trás da metodologia da “sala de aula invertida” (Flipped Classroom, em inglês), que propõe a inversão completa do modelo de ensino. Sua proposta é prover aulas menos expositivas, mais produtivas e participativas, capazes de engajar os alunos no conteúdo e melhor utilizar o tempo e conhecimento do professor.

“A metodologia tradicional deixa o aluno num papel passivo, simplesmente ouvindo as explicações do professor. Ao inverter esse modelo e fazer com que o aluno assista às aulas fora do ambiente da escola ou universidade, há um aumento na presença e participação em sala de aula”, explica a educadora Andrea Ramal, diretora do GEN | Educação.

Quando um conteúdo totalmente inédito é apresentado ao aluno, a introdução se dá, em geral, por meio de textos e videoaulas que apresentam os conceitos básicos e exercícios resolvidos como exemplos. “A leitura antecipada incita o raciocínio prévio e eleva o papel do professor. Esse passa de expositor para tutor, auxiliando e incentivando o aprendizado mais profundo do aluno quando ele traz dúvidas, raciocínios e discussões prévias”.

Segundo Andrea, é possível aplicar essa metodologia a todas as disciplinas escolares obtendo o mesmo efeito. “Pelos estudos obtidos em diversas instituições em todo o mundo, há sempre um ganho em relação à metodologia tradicional, independente da disciplina”.

Segundo um levantamento feito na Universidade de British Columbia, nos Estados Unidos, com professores de Física que aplicaram a metodologia, dentre os quais Carl Wieman, prêmio Nobel de Física em 2001, houve um aumento de 20% na presença e 40% na participação dos alunos com o modelo. Além disso, as notas dos alunos participantes foram duas vezes maiores que as das classes que utilizaram a metodologia tradicional.

Na Universidade de Harvard, por sua vez, professores de Matemática conduziram um estudo de 10 anos em suas classes de Cálculo e Álgebra e descobriram que alunos inscritos em aulas invertidas obtiveram ganhos de 49 a 74% na aprendizagem em relação aos alunos inscritos em aulas tradicionais.

Nesse contexto, onde praticamente toda a dinâmica da aula se altera, é essencial capacitar o professor para aplicar o modelo com sucesso. Isso começa, diz Andrea, em uma mudança de paradigma ou forma de pensar. “O professor necessita ser convencido que o método irá facilitar sua vida e a dos alunos. Se não houver isso, não adianta capacitar, pois o professor estará reticente em usar a metodologia, o que irá atrapalhar seu desempenho”.

Para o estudo em casa, os alunos contam com recursos como vídeos, textos, áudio, games, entre outros. No entanto, a metodologia não implica necessariamente em repensar todo o material didático hoje disponível. “Por exemplo, a utilização de uma leitura prévia antes da aula e de deveres de casa já são exemplos de uma sala de aula invertida”, aponta a educadora.

FONTE: http://www.cartaeducacao.com.br/reportagens/como-funciona-a-sala-de-aula-invertida/

 

 

"A CRISE AMBIENTAL NÃO É CRISE ECOLÓGICA, MAS CRISE DA RAZÃO."
(ENRIQUE LEFF)

 

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A partir de 1º de agosto a Humanidade entra em

déficit ambiental com o planeta

Dia de Sobrecarga da Terra chega mais cedo que em anos

anteriores



RIO — No próximo dia 1º, a Humanidade entrará em déficit com o planeta, alerta a ONG Global Footprint Network. Cinco meses antes de o ano terminar, teremos consumido todo o orçamento anual de recursos naturais. A data, batizada como Dia de Sobrecarga da Terra, marca o momento em que o consumo de recursos — alimentos, água, fibras, madeira, terra e emissões de carbono — supera o volume que o planeta é capaz de renovar. E neste ano, a data chegou mais cedo que em qualquer outro desde que o planeta entrou em sobrecarga, na década de 1970.

— Nossas economias estão fazendo um esquema Ponzi com o nosso planeta. Nós estamos usando recursos futuros da Terra para operar no presente e cavando cada vez mais fundo o déficit ecológico — afirmou Mathis Wackernagel, diretor executivo da Global Footprint Network. — É hora de acabar com esse esquema e alavancar nossa inventividade para criar um futuro próspero, livre dos combustíveis fósseis e da destruição planetária.

O cálculo considera a chamada “pegada ecológica”, que mede a quantidade em área de terra e água necessária para sustentar uma população humana — em termos de recursos renováveis consumidos e absorção dos rejeitos — em relação à capacidade da biosfera de se regenerar. E essa conta não fecha. Para a manutenção da população global, com os níveis atuais de consumo, seria necessário o equivalente a 1,7 Terra.

A emissão de carbono é o principal problema. De acordo com os cálculos, ela responde por cerca de 60% da pegada ecológica global. As mudanças climáticas, antes vistas como um fenômeno futuro, já estão em marcha, apesar de as pessoas, no dia a dia, sentirem pouco além do calor excessivo no verão. Este ano está sendo marcado por ondas de calor atípicas em todo o Hemisfério Norte, do Japão aos EUA, causando mortes e fenômenos impensáveis anos atrás.

O Japão registrou nesta segunda-feira temperatura recorde de 41,1 graus Celsius, a maior desde o início dos registros, em 1896. Segundo dados oficiais, 12 pessoas já morreram desde o dia 15 de julho por causa das altas temperaturas, mas a imprensa calcula que o número de mortos já passou dos 30. Na gelada Suécia, temperaturas acima dos 30 graus Celsius, junto com um período prolongado de seca, estão provocando dezenas de incêndios florestais dentro do Círculo Polar Ártico. Nos EUA, o mês de maio foi o mais quente de todos os tempos, superando o mítico ano de 1934.

 

Incêndios florestais avançam na Suécia, dentro do Círculo Polar Ártico - MATS ANDERSSON / AFP

— Mesmo com o Dia de Sobrecarga da Terra, hoje pode parecer sem diferenças em relação a ontem. Ainda temos a mesma comida na geladeira — comentou Wackernagel. — Mas incêndios estão acontecendo na Costa Oeste dos EUA. Do outro lado do mundo, moradores de Cidade do Cabo tiveram que cortar pela metade o consumo de água. Essas são consequências do estouro do orçamento do nosso unitário e único planeta.

Contudo, há esperanças, ressalta a ONG. Na China, a adoção acelerada de fontes de energia limpas reduziu a pegada ecológica per capita em 1,2% entre 2013 e 2014. Nos países ricos, em média, a redução foi de 12,9% desde 2000, com Cingapura liderando as mudanças com 31,1%. Pelo Acordo de Paris, assinado em 2015, mais de 190 países se comprometeram a agir para manter o aquecimento do planeta abaixo de 2 graus Celsius até o fim do século, em relação aos níveis pré-industriais. E isso exige a redução das emissões ou o sequestro de gases do efeito estufa.

— Mas o Dia de Sobrecarga da Terra continua chegando cada vez mais cedo — notou Emanuel Alencar, editor de conteúdo do Museu do Amanhã. — A verdade é que o acordo ainda está sendo ineficaz para que a data fosse jogada mais para frente. Os efeitos práticos ainda estão aquém do desejado.

A Global Footprint Network identificou algumas soluções que podem adiar o Dia de Sobrecarga da Terra. Nas cidades, se os motoristas cortassem a quilometragem percorrida pela metade e substituíssem por transporte público, caminhadas ou bicicleta, a data seria atrasada em 12 dias. Reduzir o componente do carbono na pegada ecológica em 50% moveria a data em três meses. Na alimentação, se o mundo cortasse o desperdício pela metade, a data seria atrasada em 38 dias.

— É possível mudar — pontuou Alencar. — Para marcar a data, nós vamos exibir um documentário que mostra o impacto ambiental da criação de gado. Não é propaganda vegetarianista, mas um debate sobre o que está por trás da carne que a gente compra no mercado. Se cada pessoas reduzisse em um dia o consumo semanal de carne, poderíamos adiar o Dia de Sobrecarga da Terra.

Fonte: https://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/meio-ambiente/

 

 planeta02

joao.camargo@escola.pr.gov.br

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