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PENSAMENTOS GEOGRÁFICOS do PIBIDIANO DE GEOGRAFIA JÚNIOR CESAR 

 

"Pra você que faz cara feia quando eu digo que faço GEOGRAFIA ou solta um "Hum, que legal" extremamente irônico...

Só tenho a dizer que a amplicidade dessa ciência me torna a cada dia uma pessoa melhor e aumenta ainda mais o meu amor pelas diversas Geografias que rodeiam a todos. ...   Minha graduação me permite ousar a te falar um pouco sobre o universo ou da formação da Terra. Posso te explanar sobre a dicotomia do urbano X rural ou te fazer me odiar falando de política.   Posso ainda demonstrar como a dispersão dos biomas estão intimamente ligados à composição do solo, ao clima e dentre outros fatores.   Posso te ensinar a diferença de clima e tempo e te fazer perceber o quanto é engraçado quando você diz "Como está o clima hoje?" e te aborrecer falando de economia ou dos males do capitalismo.   Posso mostrar rochas, minerais e o dinamismo das formas e estruturas do relevo.   Posso ainda, descobrir contigo outras cidades, estados, países e continentes, e outros planetas também!   Conto histórias também, do PR, do Brasil e do mundo e quebro a cabeça com problemas matemáticos da nossa amiga Cartografia.   Questiono os problemas da educação geográfica e modifico meu modo de ensinar, para despertar a busca sagaz em aprender Geografia.   São tantas ciências que a Geografia engloba, que posso ter me esquecido de algo que está ao meu domínio. Mas é isso, não existe uma ciência melhor do que a outra, mas se existisse, a Geografia seria uma forte candidata!   A Geografia mexeu comigo e me fez amá-la incondicionalmente.   Enfim, a Geografia é uma mãe que te acolhe e te faz refletir, questionar e propor soluções para o mundo. Ela está em toda parte, até mesmo dentro de você."

 

 

 

 

 

 

 


UMA OUTRA EDUCAÇÃO É POSSÍVEL?

 

 

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Estudantes fazem checagem de fatos contra boatos sobre a Ciência

 

Estudantes do Ensino Médio utilizam do método científico e jornalístico para acabar com a circulação de informações falsas ou incorretas
Foto: Wilian Olivato

Por: Mariana Lima

Dúvidas levantadas por estudantes do Ensino Médio no Colégio Super Ensino, em Ourinhos, interior de São Paulo, estão sendo checadas pelos próprios estudantes.

Os questionamentos, que têm origem nas redes sociais e em correntes do WhatsApp, são ouvidas pelo professor de Biologia Estêvão Zilioli, que, com o objetivo de diminuir a circulação de informações falsas, criou há 2 anos o projeto HoaxBusters.

O projeto, construído junto com os alunos, utiliza da checagem de fatos e da investigação científica para classificar e separar as informações verídicas e as falsas.

Com o projeto em funcionamento, o professor teve que mudar de postura. Antes, apenas respondia se as informações trazidas pelos alunos eram verdadeiras ou não, e explicava o porquê de não fazerem sentido.

Depois de tantos questionamentos, um dia ele resolveu mudar a tática: agora os alunos deveriam investigar e trazer o resultado de suas pesquisas para a sala de aula, para então debaterem a informação.

Logo os alunos começaram a perceber por conta própria que as mensagens não faziam sentido, sendo apenas uma tentativa para enganar as pessoas. Com essa motivação, Estêvão começou a incentivar os alunos a irem atrás das fontes primárias de pesquisa.

Durante uma das aulas de Estêvão, um dos alunos informou que recebeu uma mensagem no WhatsApp que dizia que o chá de anis tinha o mesmo princípio ativo do Tamiflu, um medicamento usado no tratamento da gripe H1N1.

O professor já desconfiava que fosse mentira, mas colocou os estudantes para descobrirem. Uma dupla descobriu a resposta: o princípio ativo do remédio pode ser adquirido a partir de uma substancia obtida no anis, no entanto, requer que ela passe por diversas reações em laboratório.

No final, a informação recebida por mensagem era uma simplificação exagerada de um fato que leva a conclusões precipitadas.

Em entrevista ao portal Nova Escola, Estêvão ressaltou a importância da aproximação entre os métodos utilizados por pesquisadores e repórteres. “Jornalismo bem feito e ciência bem feita são coisas muito parecidas”.

Estêvão buscou formas de se preparar para orientar os alunos no projeto através de workshops, como o da Agência Lupa. O projeto funciona no contraturno escolar, como uma atividade extracurricular através de oficinas optativas para os alunos do Ensino Médio.

O projeto cresceu ainda mais em 2018, quando o professor foi selecionado para o programa Google Innovator, do Google for Education. Desde então, o professor promove encontros semanais com um grupo de 15 alunos do Ensino Médio que participa de forma voluntária das checagens.

Fonte: Nova Escola

 

José Pacheco: aula não ensina, prova não avalia

Em entrevista, fundador da Escola da Ponte fala sobre inovações educacionais, formação de professores e produção de conhecimento

Criada em 1976, a Escola da Ponte inspirou muitos educadores com seu modelo inovador de ensino e gestão, marcado pela ausência de salas de aula, séries, disciplinas e aulas propriamente ditas. Tudo acontece em pequenos grupos para permitir que os alunos manifestem suas curiosidades e aprendam a partir delas. As crianças e jovens participam ativamente da gestão da escola e, não raro, são eles que recepcionam os milhares de visitantes que desembarcam em Portugal até hoje para conhecer a instituição idealizada por José Pacheco.

Nascido em 1951, o educador se tornou uma das vozes mais críticas ao modelo tradicional de ensino e segue propondo alternativas a ele com a participação em diversos projetos educacionais, muitos deles no Brasil. Ao longo de sua trajetória, Pacheco também formou professores, um dos temas da entrevista que segue. Confira.

Como o senhor avalia os cursos de formação de professores?

Fui formador de professor na universidade, portanto, qualquer crítica que eu possa fazer recai imediatamente sobre a minha pessoa. Além de formador, também fui avaliador de cursos de formação, consultor de formação, integrei o Conselho Nacional de Educação de Portugal. Também fiz uma dissertação de mestrado sobre formação. Tudo isso para concluir que formar é impossível, mas transformar é necessário e aprender é inevitável. No Brasil, e em outros países do mundo, a situação é caricata.

Na universidade, escutamos que o centro do trabalho pedagógico deve ser o aluno. Cada vez mais se fala do protagonismo juvenil, da autonomia do aluno. Porém, o mesmo professor que fala isso dá aulas. Ou seja, quem está no centro é ele. Das duas uma: ou temos um tipo muito estranho de esquizofrenia ou estamos perante uma situação antiética.

Aula é um dispositivo pedagógico do século 19 que não faz mais sentido hoje. A formação que temos pertence ao paradigma da instrução, quando deveríamos nos guiar pelo paradigma da aprendizagem e até pelo paradigma da comunicação. Em vez de aulas, deveríamos ter oficinas, círculo de estudos, projeto de formação, tertúlia… por que não?

O modo como o professor aprende é o modo como ele ensina.

Vejo na internet que há cursos para desenvolver habilidades socioemocionais, cursos com metodologias ativas. Mas metodologias ativas em sala de aula? Vamos ser sérios e honestos! O professor pode falar de habilidades socioemocionais, competências do século 21, mas o que fica é a vivência.


 A aula não serve para nada, a não ser para manter o emprego do professor na universidade.

E isso vale para os adultos também?

Sim, nós não aprendemos o que o outro diz, nós aprendemos o outro. Professor não transmite aquilo que diz, mas aquilo que é. Outro ponto é que, tradicionalmente, a formação visa capacitar alguém ou algo. Ou seja, considera que o destinatário da formação é um objeto de formação. Mentira! Não é objeto. O professor em formação deve se assumir como sujeito de aprendizagem em autoformação, pois toda a aprendizagem do século 21 é autoformação, com reelaboração de sua cultura pessoal e profissional.

Outra crítica que faço recai sobre a predominância da teoria. O candidato a professor escuta alguém falando de algo, dos Piagets da vida, mas é inútil encher a cabeça das pessoas antes da prática. O que importa é partir dos problemas de ensino para, através da pesquisa, procurar a teoria que os resolva. Está tudo invertido.

Quando ingressei em uma instituição de formação inicial, dentre as várias em que trabalhei, me entregaram uma lista com o nome de alunos e disseram que eu deveria instruí-los a assinar o papel na entrada e na saída.

Mas como se pode formar professores autônomos e responsáveis dessa forma? Depois disseram que eu teria três turmas. Quando disse que não trabalharia com turmas, perguntaram como eu daria aulas. Respondi que também não daria aulas. Era só o que faltava! Já não dava aulas há mais de 20 anos. Para que serve uma aula? Para nada. Isso aconteceu na maior instituição de formação de Portugal.

Quando foi isso?

Há 30 anos. E hoje esses jovens estão entre os 40 e os 50 anos de idade. Um deles, aliás, é meu filho. São eles que, neste momento em Portugal, conseguiram que o país ultrapassasse a Finlândia no Pisa. Por quê? Porque não dei aula e construí com eles e não para eles um projeto de vida profissional. Por meio de roteiros de estudo, eles fizeram pesquisas em um tempo em que não havia computador muito menos internet. Eles aprenderam a pesquisar e a avaliar, pois eu também não dava provas.  Trabalhava com portfólios de avaliação, com evidências da aprendizagem. Eles trabalhavam em equipe e seguiram assim nas escolas, nunca atuando isoladamente.

Essa ideia de que aula não ensina e prova não avalia implica uma refundação da escola. O senhor vislumbra esse caminho?

O que defendo no lugar de tudo isso é uma nova construção social da aprendizagem, e não a adoção de paliativos, como aula invertida ou essas coisas que inventam por aí. Ioga e meditação são importantes, mas não é por aí que vamos mudar as coisas. O modelo educacional que nós temos foi criado no século 19, na Inglaterra da Revolução Industrial. Nós estamos na 4ª Revolução Industrial. A disciplina foi criada na Prússia militar. O padrão de tempo, o descanso no intervalo, tudo isso fazia sentido no século 19, mas hoje não mais. Será que as pessoas andam cegas?

O senhor critica as metodologias ativas. Mas elas não proporcionam vivências?

Não. Tenho uma grande consideração pelas pessoas que estão trabalhando com essas metodologias, mas isso não é mais do que um paliativo. A aula continua.

A aula invertida não é inovação, pois Célestin Freinet, na década de 1920, fez isso quando criou os ficheiros autocorretivos.

Quando os alunos não conseguiam entender por meio dos ficheiros, eles vinham ter com o professor. A diferença é que o Freinet não tinha computador. Os princípios gerais da aprendizagem segundo Bruner e Vygotsky, para ficar só com estes, são fundamentalmente estes: a aprendizagem precisa ser significativa, integradora, diversificada, ativa e socializadora. Isso em uma sala de aula é impossível, portanto, vamos levar isto a sério? Em vez de escreverem teses de doutorado que não servem para nada, por que as pessoas não vão fazer aquilo que é preciso?

Aula não serve para nada, a não ser para manter o emprego do professor na universidade.  

Na educação básica, nós temos algumas escolas que vão nessa linha apontada pelo senhor como a própria Escola de Ponte e outras. Mas e no ensino superior?

Não tem nenhuma. Eu estive recentemente em uma universidade brasileira em um encontro sobre inovação. Uma senhora disse que o modelo daquela instituição era inovador, mas tudo acontecia em sala de aula. Eu questionei esse ponto e foi um escândalo. Nunca mais me convidaram. O Brasil tem excelentes universidades, excelentes professores universitários, tenho grandes amigos no ensino superior. Mas, não sei por quê, todos continuam dando aula.

Hoje eu nem falo do paradigma da aprendizagem, pois o centro é a relação. Nós aprendemos na intersubjetividade, mas a universidade nem sequer chegou ao paradigma da aprendizagem. Nem isso. Quem fez isso foi a Escola da Ponte, há mais de 40 anos. O projeto Âncora também.

Então se a universidade não consegue fazer aquilo que a Ponte fez há 40 anos, como que há inovação? A inovação tem vários critérios, aliás. Primeiro: tem que ser inédito, e eu não vejo nada de inédito por aí. Depois tem de ser replicável e estar permanentemente em fase instituinte; nunca pode parar de se atualizar. Também é importante que tenha sustentabilidade e fundamentação científica contemporânea – Morin, Castells, Papert, Maturama, Augustinho da Silva, Paulo Freire. Depois, finalmente, tem de ter utilidade. Se esses paliativos não logram educação a todos, eles são inúteis. 

A má qualidade da educação básica é atribuída à formação dos professores e também ao perfil dos alunos que optam pela carreira docente. Há levantamentos que mostram que são os alunos mais fracos no Enem que escolhem a profissão. Qual é a relevância desse aspecto em sua opinião?

Esse aspecto é um problema sim, e não apenas no Brasil. Em Portugal quando um jovem completa o ensino médio e pretende entrar na universidade ele faz uma seleção de dez cursos, começando pelos que mais deseja cursar. O curso de Pedagogia sempre aparece em 9º e 10º lugares. Ou seja, o jovem quer ser médico, psicólogo ou arquiteto, mas coloca Pedagogia por último porque sabe que vai entrar mesmo com uma pontuação ruim.

Hoje a maioria dos cursos acontece a distância, sem qualquer contato com o aluno. Já os presenciais acontecem à noite e quem participa são pessoas das classes C, D e F. Pessoas maravilhosas, mas que não sabem interpretar um texto, que estão à espera de inovação em seu estatuto social, o que é legítimo. Mas eles chegam com uma preparação insuficiente do ensino médio e têm uma formação deficiente depois.

O senhor já declarou que a pesquisa brasileira parece literatura de cordel, um citando o outro. Por que essa avaliação?

A pesquisa na área de educação é meio literatura de cordel, sim. “Piaget disse, Vygostky disse…” Não sou fofoqueiro, não quero saber o que Piaget disse. Eu quero produção de conhecimento, e isso não existe. É um discurso redundante, eu te cito, tu me citas… E pensar que as ciências da educação são o eixo, o centro de toda a atividade de aprendizagem.

O problema é que todo mundo que escreve sobre ciência da educação está a leste de tudo o que seja ciência da educação ou então estudou ciência da educação em aula. É preciso saber filosofia da educação, história da educação, sociologia da educação, as várias psicologias da educação, antropologia da educação… Quem escreve sobre educação, e não só no Brasil, raramente escreve algo que seja produção. Eles apenas fazem citações. Sei que falar essas coisas ofende. Não por acaso, me tornei persona non grata para muita gente, mas fazer o quê…

  

 

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